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Quantas vezes ao chegarmos ao pesqueiro nos deparamos logo com este dilema: "e agora, que amostra devo escolher, qual será a mais eficaz?"
Quando compramos as nossas amostras artificiais na loja habitual, muitas vezes somos induzidos pelo dono, na compra desta ou daquela amostra, ou por "entendidos" que lá se encontram não perdendo uma oportunidade de darem sempre as suas "dicas", ou porque esta amostra é maior e apanha peixes maiores (nada de mais falso) ou porque esta é que está a dar... etc., etc., ou ainda porque aquele pescador apanhou um bom robalo com a amostra "X"... etc., etc...
 
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Mas a verdade também, é que aqui nada é absoluto, e esta ideia devem tê-la sempre presente.
 
Na pesca com amostras artificiais, ao robalo, não há verdades absolutas, e ...ainda bem! Portanto se aquela "tal" amostra pescou, e se eu a compro, pode ser bom e pode ser mau. O que é necessário é eu interrogar-me sobre em que fundo é que a "tal" amostra trabalhou, que peixes existem na zona, se o peso da "tal" amostra é adequado para a minha cana... etc., e são estas e outras interrogações que nos devem interessar daqui para a frente.
 
Conhecer o pesqueiro: Se for possível, antes de comprar esta ou aquela amostra é importante conhecer o terreno, mapeá-lo mentalmente, verificá-lo em diferentes marés, acima de tudo observá-lo. Este é um dado fundamental. Poder fotografá-lo na maré-baixa e depois em casa estudá-lo é um excelente método para quem quiser ter sucesso nesta arte de pescar robalos com amostras artificiais.
 
Para conseguirmos levar a carta a Garcia nesta modalidade é preciso conhecer os hábitos desta espécie, como se comporta, de que alimenta, qual o seu ciclo de vida... etc. e apresentar sempre (?) amostras o mais natural possível, e aproximadas no tamanho e no peso às presas existentes.
 
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Se no meio abundam pequenas presas, como sardinhas por exemplo, apresentamos pequenas amostras naturais, o mais parecidas com a sua forma e o seu peso, daí o conjunto ser importante e a acção da cana ainda mais; se tem pequenos alevins na sua zona tente com amostras de vinil, como o x-layer, o slug-go ou senkos ou... em weightless ou com 4-8 gr, é evidente que a cana não pode ter uma acção de 15-40 ou 20-50 gr!!!! é um completo disparate...
 
Pequenos truques: Imaginando que tudo isto está correcto, alguns pequenos truques são importantes, por exemplo: o problema das cores... é importante e tem muito que se lhe diga... mas se eu não me esquecer que: Céu claro + Água clara = Amostra clara, já é muito bom, e não esquecendo que a amostra branca é a mais polivalente, é um verdadeiro todo o terreno da pesca e em matéria de cores não entramos para já em mais pormenores.
 
Outro pormenor: A alimentação do robalo varia ao longo da época, logo a amostra... também. Os robalos não se alimentam da mesma forma ao longo do ano, eles começam normalmente por pequenos alevins e terminam atacando peixes bem maiores, com o objectivo de constituírem assim forças e reservas, para o Inverno, o acasalamento e a desova.
 
No início do ano e no fim da desova, os robalos vão alimentar-se de pequenas presas, mais pelo fundo, ainda se encontram letárgicos em virtude das águas estarem mais frias (isto é um bocado relativo atendendo às temperaturas normais da nossa costa ocidental andarem pelos 10-12ºC., será isto frio para o robalo, mas adiante…), e do período exigente por que passaram (acasalamento e desova), por isso não será muito aconselhável nesta altura pescar à superfície e sobretudo com rápidas recuperações (nunca é!).
 
À medida que o tempo avança, os dias tornam-se mais quentes, já podemos tentá-los com amostras mais volumosas e recuperações mais enérgicas, porque agora eles estarão bem mais activos e vorazes.  Com certeza que aqueles que forem lendo estas dicas e textos vão conseguir fazer belas capturas de Robalos.
O essencial está dito, o resto é o refinamento e a arte de interpretar e compreender as dinâmicas dos pesqueiros, das amostras artificiais, das marés, das cores, da luminosidade e as suas características, no sentido de aumentarmos a eficácia na captura destes belos exemplares. O resto são os pormenores que cada um vai desenvolvendo e aperfeiçoando de acordo com as suas próprias experiências em acção de pesca.